Renan Gaudereto Teixeira OAB/MG 211.738
Renan Gaudereto Teixeira, advogado em calúnia, difamação e injúria, sentado à mesa do escritório com as mãos juntas

Advogado para calúnia, difamação e injúria

Foi ofendido e quer processar, ou recebeu uma intimação por algo que disse? Dizemos se é crime, se a prova serve e quanto tempo ainda há, e acompanhamos o caso até a audiência e o processo, com sigilo.

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Por Renan Gaudereto Teixeira, OAB/MG 211.738 · Atualizado em

Por onde começar

Você foi ofendido ou foi acusado?

Crimes contra a honra são a calúnia, a difamação e a injúria: ofensas à reputação ou à dignidade de alguém, ditas pessoalmente, por mensagem ou na internet. Na maioria dos casos, quem move o processo é a própria pessoa ofendida, com advogado. Representamos quem foi ofendido e defendemos quem é acusado, nunca os dois no mesmo caso.

Foi ofendido

Falaram de você e você quer processar

Espalharam uma mentira no trabalho, xingaram você no grupo ou disseram que você cometeu um crime. O boletim de ocorrência registra a sua versão, mas não abre o processo: na maioria desses casos, quem move a ação é você, com advogado.

O que fazemos: dizemos se o que aconteceu é crime, se a prova serve e se vale a pena seguir; se valer, entramos com a queixa-crime dentro do prazo.

Foi acusado

Recebeu uma intimação por algo que disse

Chegou um papel do Juizado ou uma queixa-crime por uma mensagem, um post ou uma discussão. Em geral, o primeiro passo é uma audiência para tentar um acordo, e o que está em jogo é o valor, o antecedente e o seu nome.

O que fazemos: lemos o que chegou, dizemos o que pode acontecer e vamos com você à audiência.

Mão segurando um celular aceso num ambiente escuro

O prazo e as provas

Quanto tempo você tem para processar por calúnia ou difamação

Quem foi ofendido tem seis meses para entrar com a queixa-crime, contados de quando soube quem fez a ofensa. O boletim de ocorrência não para esse prazo, e muita gente o perde enquanto junta provas. Ao mesmo tempo, a prova precisa ser guardada do jeito certo: com data, número e contexto.

O relógio

  1. Seis mesesContados de quando você soube quem fez a ofensa.
  2. O boletim não para o relógioSó a queixa-crime, entregue à Justiça, interrompe a contagem.
  3. Investigação também nãoMesmo com inquérito aberto, o prazo continua correndo.
  4. Passou, acabouDepois dos seis meses, não dá mais para processar no criminal.

O que guardar

  1. Não apague nadaNem a mensagem, nem a conversa, nem o post.
  2. Exporte a conversa inteiraO print sozinho vale menos que a conversa com contexto.
  3. Guarde número, data e horaE o nome de quem viu ou ouviu a ofensa.
  4. Ata notarial, se pode sumirO cartório registra o conteúdo antes que apaguem.

Vale a pena processar? Depende do que foi dito, de quem ouviu e da prova que você tem. No primeiro contato, dizemos se o caso vale a pena. Se não valer, dizemos também.

A diferença

Qual a diferença entre calúnia, difamação e injúria

Calúnia é acusar alguém de um crime falso; difamação é espalhar um fato que mancha a reputação; injúria é o xingamento direto. Os três podem acontecer por mensagem, em grupo ou nas redes. Se a ofensa foi por causa da cor, da raça, da etnia ou da origem, não é injúria comum: desde 2023 é crime de racismo, com outras regras, explicadas na página de racismo e injúria racial.

Veja mais exemplos, a pena de cada um e quando a ofensa não é crime no artigo sobre a diferença entre calúnia, injúria e difamação.

  • Calúnia

    Dizer que alguém cometeu um crime que não cometeu. Ex.: espalhar que um colega roubou dinheiro da empresa.

  • Difamação

    Espalhar um fato que mancha a reputação de alguém, verdadeiro ou falso. Ex.: contar no grupo do prédio que o vizinho chega bêbado.

  • Injúria

    Ofender a própria pessoa: o xingamento, o insulto. Ex.: chamar alguém de ladrão ou de idiota numa discussão.

Renan Gaudereto Teixeira, advogado em casos de calúnia e difamação, com o celular na mão, olhando para a câmera

"Mas foi só o que eu falei."

Recebeu a intimação? Leve o papel que chegou. Lemos com você antes da audiência e dizemos o que pode acontecer.

Avaliação no Google

"Excelente profissional, explica tudo direitinho."

Igor A.

Da queixa à sentença

Como funciona o processo por calúnia e difamação

Na maioria dos casos, o processo por calúnia, difamação ou injúria começa com a queixa-crime de quem foi ofendido e passa pelo Juizado Especial Criminal, onde a primeira audiência serve para tentar um acordo. Só segue para o processo completo quando não há acordo. Em cada fase, fazemos uma parte do trabalho, de um lado ou do outro.

  1. A queixa-crime

    Quem foi ofendido, com advogado, apresenta a queixa à Justiça. Fazemos o pedido dentro do prazo, com as provas organizadas.

  2. A intimação

    O acusado recebe o papel do Juizado com a data da audiência. Lemos com ele o que está sendo atribuído e por qual dos três crimes.

  3. A audiência de conciliação

    As duas partes tentam um acordo, que pode incluir uma retratação ou um valor. Acompanhamos e dizemos se a proposta vale.

  4. A proposta do promotor

    Sem acordo, pode haver proposta de pagamento ou serviço à comunidade no lugar do processo. Explicamos o que ela significa antes de aceitar.

  5. O processo

    Sem acordo nem proposta, o caso segue com provas e testemunhas. Fazemos a acusação ou a defesa, com as perguntas na audiência.

  6. A sentença

    O juiz decide e, se houver condenação, fixa a pena. Da sentença cabe recurso, e recorremos quando for o caso.

Conheça o advogado Renan Gaudereto

O que não fazer agora

O que não fazer agora

Nos crimes contra a honra, o que se faz no calor da hora costuma virar prova, a favor ou contra. Valem para os dois lados: quem foi ofendido e quem está sendo acusado. Estes são os erros mais comuns, cada um com o que fazer no lugar.

  • Responder na mesma moeda

    Quem devolve a ofensa pode virar acusado no mesmo caso.

    Guardar e não responder

    Salve a mensagem e saia da conversa. A resposta vem pela Justiça.

  • Expor a pessoa nas redes

    Postar o caso com nome e foto pode gerar um processo contra você.

    Falar só com o advogado

    Mande as provas para quem vai cuidar do caso, não para o grupo.

  • Procurar a outra parte

    Uma conversa de cabeça quente vira prova contra quem procurou.

    Deixar o contato para a audiência

    É lá que se discute acordo, desculpa ou valor, com registro.

  • Apagar o que foi dito

    Apagar não desfaz a ofensa e pode parecer que você quer esconder algo.

    Mostrar ao advogado o que existe

    Com tudo na mão, dizemos o que pesa e o que não pesa no seu caso.

Perguntas frequentes

O que perguntam sobre calúnia, difamação e injúria

Se dá cadeia, qual o prazo, se o print serve, se a verdade protege e se pedir desculpas resolve. Estas são as dúvidas que mais chegam até nós, dos dois lados.

Não achou a sua pergunta? Pergunte para nós, com sigilo.

Perguntar no WhatsApp

Calúnia, difamação ou injúria dá cadeia?

Raramente termina em prisão. A pena prevista é baixa e, em geral, é trocada por multa, pagamento ou serviço à comunidade. Antes disso, muitos casos terminam na audiência do Juizado, com acordo. O que pesa é o antecedente, o valor e o nome.

Qual o prazo para processar por calúnia ou difamação?

Seis meses, contados de quando a pessoa ofendida soube quem fez a ofensa. O boletim de ocorrência não interrompe o prazo: só a queixa-crime, apresentada à Justiça por um advogado, interrompe a contagem.

Print de conversa serve como prova?

Serve, mas vale mais com contexto: a conversa inteira exportada, com número, data e hora, e o nome de quem viu. Quando o conteúdo pode ser apagado, a ata notarial feita em cartório registra o que está na tela.

Preciso fazer boletim de ocorrência antes de processar?

Não é obrigatório. O boletim ajuda quando é preciso investigar quem fez a ofensa. Quando já se sabe quem foi e há prova, o caminho é a queixa-crime, feita por advogado.

Se o que eu falei é verdade, ainda é crime?

Pode ser. Na difamação, espalhar um fato que mancha a reputação é crime mesmo que seja verdadeiro. Na injúria, o xingamento é crime de qualquer jeito. Na calúnia, provar que o crime aconteceu de fato pode ser uma defesa.

Pedir desculpas encerra o processo?

Depende do crime. Na calúnia e na difamação, desmentir por completo antes da sentença encerra o caso. Na injúria, não encerra sozinho, mas o pedido de desculpas pode fazer parte de um acordo na audiência.

Ofensa no grupo de WhatsApp é crime?

Pode ser. Grupo de WhatsApp não é um ambiente livre de regras: xingar, acusar alguém de crime ou espalhar um fato que mancha a reputação, na frente de outras pessoas, pode configurar injúria, calúnia ou difamação.

Dá para pedir indenização junto?

Dá. O juiz do processo criminal pode fixar um valor mínimo de reparação, e o pedido de indenização por dano moral também pode ser feito à parte. O valor depende do caso, e ninguém pode garantir quanto.

Quanto custa um advogado para calúnia e difamação?

Depende do lado e da fase: a queixa-crime, a audiência no Juizado ou o processo inteiro. No primeiro contato, dizemos se o caso vale a pena; o valor vem depois de entender o que aconteceu.

Foi ofendido ou recebeu uma intimação? Comece pelo prazo

Para agilizar, mande no WhatsApp de que lado você está, quando aconteceu e o que foi dito. Ninguém mais precisa saber.

Falar sobre o caso

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