Renan Gaudereto Teixeira OAB/MG 211.738
Renan Gaudereto Teixeira, advogado em prisão preventiva, com a mão no queixo num corredor iluminado pelas janelas, com um portão de ferro desfocado à frente

Advogado para prisão preventiva

Ele ficou preso na custódia, está preso há meses sem audiência, ou chegou um mandado? Explicamos quanto tempo a prisão pode durar, contamos os dias e pedimos a revogação a cada fato novo, com sigilo.

5,0192 avaliações no Google

Por Renan Gaudereto Teixeira, OAB/MG 211.738 · Atualizado em

Para a família

Em que situação ele está?

A prisão preventiva é a prisão antes do julgamento, mandada pelo juiz quando ele entende que a pessoa não pode responder em liberdade. A família costuma chegar em um de três momentos, e cada um pede uma coisa diferente.

Agora

Chegou um mandado de prisão

Existe uma ordem do juiz para prender. Fugir não faz o mandado vencer e piora o caso. Apresentar-se com advogado muda o caminho até a audiência de custódia.

O que você pode fazer

  • Não fuja e não se apresente sozinho
  • Não fale sobre o caso por telefone
  • Chame o advogado antes de ir
Chamar agora

Depois da custódia

Ele ficou preso na custódia

O juiz transformou a prisão em flagrante em prisão preventiva. Ela não tem data para acabar, mas pode ser revista a qualquer momento, e o juiz tem que revê-la a cada 90 dias.

O que você pode fazer

  • Guarde a decisão do juiz, ou peça a cópia
  • Separe documentos de trabalho, endereço e filhos
  • Não espere os 90 dias para pedir a revogação
Falar sobre a preventiva

Meses depois

Está preso há meses sem audiência

O processo parou: sem denúncia, sem audiência ou sem sentença. O tempo demais sem andamento é motivo para pedir a soltura, ao juiz e, se ele negar, ao tribunal.

O que você pode fazer

  • Anote a data da prisão e as datas que você sabe
  • Consulte o processo pelo número, no site do TJMG
  • Peça a análise do tempo de prisão
Falar sobre o tempo de prisão
Cela vazia de paredes de concreto, com uma janela gradeada no alto por onde aparece o céu

Quanto tempo dura

Quanto tempo dura a prisão preventiva?

A prisão preventiva não tem prazo máximo na lei. Mas o juiz é obrigado a decidir de novo, a cada 90 dias, se ela ainda é necessária, e o tempo demais sem denúncia, sem audiência ou sem sentença é motivo para pedir a soltura. Em todos esses caminhos, alguém precisa pedir.

O que a lei garante

  1. Revisão a cada 90 diasO juiz tem que reavaliar se a prisão ainda é necessária. Se não fizer, a defesa cobra.
  2. Decisão explicadaO juiz tem que dizer por que a prisão é necessária no caso dessa pessoa, não usar frase pronta.
  3. O tempo conta na penaCada dia preso é descontado da pena, se houver condenação.

Quando o tempo vira pedido

  1. Excesso de prazoO processo passa meses sem denúncia, sem audiência ou sem sentença.
  2. ProporçãoA prisão já dura perto do que seria a pena provável.
  3. Fato novoFim do inquérito, denúncia, instrução encerrada, emprego, endereço, doença.

Quanto tempo ele vai ficar? Ninguém pode dar uma data. Contamos os dias e pedimos a cada fato novo. Desconfie de quem promete que os 90 dias soltam.

Como pedir a soltura

Como pedir a revogação ou o relaxamento da prisão preventiva

Para sair da prisão preventiva, há dois pedidos ao juiz. A revogação, quando a prisão era legal mas deixou de ser necessária. O relaxamento, quando a prisão ficou ilegal. Qual cabe depende do caso, e às vezes os dois.

Revogação

A prisão deixou de ser necessária

A prisão era legal, mas o motivo passou: o inquérito acabou, as testemunhas já foram ouvidas, a pessoa tem trabalho e endereço. Pede-se ao juiz que a revogue, com ou sem condições.

O que fazemos: pedimos a revogação a cada fato novo, sem esperar os 90 dias.

Relaxamento

A prisão ficou ilegal

Pelo tempo demais sem andamento ou por um erro na prisão. Ilegal, ela tem que ser relaxada, e a pessoa sai.

O que fazemos: mostramos o erro ou o tempo ao juiz e, se ele negar, ao tribunal por habeas corpus.

  • Pode sair com condições? Pode. Ir ao fórum, não sair da cidade e, às vezes, tornozeleira.
  • O juiz negou? O pedido vai ao tribunal, por habeas corpus.
  • Mudou alguma coisa? Fato novo abre um pedido novo, a qualquer tempo.
Renan Gaudereto Teixeira, advogado em prisão preventiva, sentado à mesa e olhando para o lado, diante de um quadro

"Desde então, ninguém diz quanto tempo."

É a pergunta mais difícil. Respondemos com o que dá para saber: a fase, os dias e o próximo pedido.

O que fazemos

O que o advogado faz na prisão preventiva

Na prisão preventiva, o pior é esperar sem saber. Acompanhamos o processo, contamos os dias desde a prisão e pedimos a soltura a cada fato novo, ao juiz e, se preciso, ao tribunal. A família sabe em que fase o caso está.

  1. Lemos a decisão

    Vemos por que o juiz manteve a prisão e se a decisão explica o risco no caso dessa pessoa.

  2. Contamos os dias

    Desde a prisão, a revisão de 90 dias e os prazos do processo. Se passar do razoável, pedimos.

  3. Pedimos a cada fato novo

    Ao juiz e, se ele negar, ao tribunal. Sem esperar a próxima revisão.

  4. Dizemos a fase

    A família sabe em que ponto o caso está e qual é o próximo passo, com sigilo.

Avaliação no Google

"Fala diretamente o que o cliente precisa saber, sem florear. Demonstra conhecimento e passa segurança."

Sidney A.
Conheça o advogado Renan Gaudereto

O que a família junta

O que a família pode juntar para pedir a soltura

No pedido de revogação, os documentos mostram ao juiz que a pessoa tem trabalho, endereço e família, e que a prisão não é mais necessária. Separe o que tiver, fotografe cada papel e mande ao advogado. Os originais ficam guardados com você.

  • Carteira de trabalho ou declaração do patrão de que o emprego está à espera
  • Comprovante de endereço no nome da pessoa ou da família
  • Certidão de nascimento dos filhos principalmente de filho pequeno que depende dela
  • Laudos e receitas médicas se ela tem doença ou faz tratamento
  • Nomes de quem pode falar por ela patrão, vizinho, professor, pastor
Mandar as fotos dos documentos
Pilha de documentos sobre uma mesa branca

Perguntas da família

O que as famílias perguntam sobre a prisão preventiva

A diferença para a temporária, a visita, a domiciliar e como acompanhar o processo. Estas são as dúvidas que mais chegam até nós.

Não achou a sua pergunta? Pergunte para nós.

Perguntar no WhatsApp

Qual a diferença entre prisão preventiva e temporária?

A temporária tem prazo: dura dias, e só existe durante a investigação. A preventiva não tem prazo fixo na lei e pode durar até a sentença, sempre revista a cada 90 dias. Por isso os "30 dias" que muita gente ouve são da temporária, não da preventiva.

A prisão preventiva é uma condenação?

Não. Quem está em prisão preventiva ainda não foi julgado: é preso sem condenação. Se houver condenação no fim, o tempo preso é descontado da pena.

A preventiva pode virar prisão domiciliar?

Pode, em casos que a lei prevê, como gestante, mãe de criança pequena, pessoa responsável por filho com deficiência ou doença grave. Cada caso precisa ser pedido e mostrado com documentos.

Preso preventivo pode receber visita?

Pode, seguindo as regras e o cadastro da unidade prisional. A família faz o cadastro na própria unidade, com os documentos que ela pede.

Como acompanhar o processo de quem está preso?

Pelo número do processo, no site do TJMG. Passamos o número à família e explicamos cada movimentação.

Quanto custa pedir a revogação da prisão preventiva?

Pedir a revogação não tem custas na Justiça. O que se paga é o trabalho do advogado, e o valor depende do caso: em que fase está e quantos pedidos serão necessários.

Pedido de habeas corpus

Ele está em prisão preventiva? Vamos contar os dias com você

Para agilizar, mande no WhatsApp o nome da pessoa, desde quando está presa e em que fase está o caso.

Falar sobre a preventiva

Antes e depois da preventiva, também atuamos em

Prisão em flagrante

Vamos à delegacia, acompanhamos o auto de prisão e preparamos a audiência de custódia, que acontece em até 24 horas.

Atendimento 24 horas, todos os diasChamar agora